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jun
05

rece_0305_tofu-com-carneEste prato é rápido e gostoso! O volume pode impressionar mas o tofu fica tão saboroso e leve que a gente não pára de colocar mais uma colherada no prato!

Tofu com carne

200g de carne bovina em fatias bem finas
1 colher (sopa) de óleo
2 embalagens de tofu mais firme (mômen)
250ml de água
5 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de saquê
2 colheres (sopa) de mirin
1 colher (sopa) de açúcar
1 maço de cebolinha picada em nacos de 5 cm

Aqueça o óleo numa frigideira grande e funda. Refogue rapidamente as fatias de carne e junte a água. Coloque os temperos (shoyu, saquê, mirin e açúcar). Deixe ferver e retire toda a espuma branca que se formar na superfície. Coloque os tofus cortados em cubos de 2 ou 3cm. Espere ferver novamente e deixe cozinhando por mais 5 minutos. Mexa a panela de vez enquando mas tomando cuidado para não desmanchar os tofus. Junte a cebolinha no final. Dê uma misturada bem de leve e sirva em seguida.

jun
05

rece_0298_melonEstava com esta receita de pão me martelando faz tempo desde que uma leitora a pediu e achei que era uma boa oportunidade para falar sobre esta criação japonesa além de outras curiosidades.
Quando cheguei no Japao e vi o pão não achei nada demais e nunca quis experimentar. Gosto da fruta mas no pão??? Já imaginava um cheiro e sabor bem artificial de melão até que de tanto ver os japoneses comerem com tanto gosto e ver em TODAS as padarias daqui, pensei que algo que fosse ruim não seria tão popular assim. Resolvi comprar um dia e me surpreendi porque não tinha gosto de melão, era apenas massa simples de pão, sem nenhum recheio e coberta com uma outra massa mais doce por cima. Dependendo da padaria é possível encontrar com sabor de melão. Comi mas confesso que não achei nada demais. Mesmo assim quis fazer em casa e olhem só, mudei de opinião! O pão fresquinho que acabou de sair do forno é outra estória completamente diferente porque a tal casquinha que cobre o pão fica super crocante! Uma delícia de se comer no lanche da tarde com suquinho e um prato embaixo para não perder nenhuma migalhinha da casquinha! :-D
Fiz metade plain e à outra metade acrescentei choco chips. Gostei mais do último mas você pode incrementar colocando chocolate em pó, matchá, raspas de limão ou laranja, extrato de baunilha…
No dia seguinte, a casca fica murcha mas é só dar uma aquecida no forninho elétrico para ele voltar a ficar crocante mas há quem goste dela macia também!

Massa:

300g de farinha de trigo para pão
40g de açúcar
1 ovo médio mais água até completar 200g
24g de manteiga amolecida
6g de leite em pó
6g de fermento seco para pão
5g de sal

Cookie:

60g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
85g de açúcar
40g de ovo batido
180g de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento em pó
choco chips (opcional)

açúcar granulado

Comece preparando a massa do cookie. Bata a manteiga até ficar cremosa. Junte o açúcar e bata até esbranquiçar. Junte o ovo em 2 ou 3 vezes, batendo bem a cada adição. Peneire a farinha com fermento sobre a mistura e mexa até formar uma massa consistente. Se quiser, junte choco chips no final e termine de misturar (para meia receita, coloquei 2 colheres de sopa de choco chips). Faça um cilindro e enrole em filme plástico. Leve à geladeira e deixe por no mínimo 30 minutos. Se a massa não estiver bem gelada, vai ser difícil desgrudar a massa depois de esticada.

Para o pão, prepare conforme você está acostumada. Eu faço assim: divido a farinha em 2 vasilhas. Numa eu acrescento a manteiga e o sal e na outra, os demais ingredientes. Na vasilha com ovos, misture tudo muito bem. Bata até levantar bolhas e ficar uma massa elástica. Junte o conteúdo da outra vasilha e misture com cuidado até toda a farinha se incorporar à massa. Jogue a massa na mesa e sove até formar uma massa lisa e macia. Não junte mais farinha, vá sovando até ela desprender das mãos. Demora mas tenha paciência. Quanto mais sovar, mais macia ficará sua massa.
Coloque a massa de volta na vasilha, cubra com filme plástico e deixe fermentando por 1 hora ou até dobrar de volume.
Depois de crescer, dê alguns soquinhos em toda a superfície da massa para tirar o gás acumulado. Divida a massa em 12 porções (50g cada). Modele em bolinhas e deixe descansando por 15 minutos.
Tire a massa do cookie da geladeira e divida em 12 rodelas. Pegue uma rodela e guarde a massa de volta na geladeira. Abra entre dois filmes até formar um círculo de uns 10 a 12 cm. Pegue uma bolinha de massa, amasse ligeiramente e modele novamente. Coloque a bolinha no meio da massa de cookie e feche com a ajuda do filme plástico que ficou embaixo.Tome cuidado para que na parte de baixo o cookie não cubra a massa do pão totalmente.

Faça talhos na massa de cookie e passe no açúcar granulado. Vá dispondo numa assadeira deixando espaço entre elas.
Deixe fermentar mais 20 ou 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 200oC.
Leve para assar por 15 minutos ou até que fiquem levemente corados.
Abaixo a foto dos melon pan com choco chips.
rece_0299_cookies

C U R I O S I D A D E S
mel2O melon pan tem este formato porque o melão japonês tem a casca toda desenhada com veios. O pão é baratinho mas a fruta é caríssima porque é produzida em estufas e só dá um melão por pé. Enquanto os melões ainda estão pequenos, o produtor escolhe qual vai deixar no pé (normalmente o que estiver mais perto da terra para que absorva ao máximo todos os nutrientes) e tira todos os demais melõezinhos. Estes “filhotes” de melão são usados para conservas e refogados aqui. Os melões são tratados a pão-de-ló com regulagem de sol e temperatura dentro da estufa. Todos estes cuidados garantem um melão altamente doce e suculento, um verdadeiro manjar dos deuses! Costuma-se presentear as pessoas enfermas ou hospitalizadas com melão, daí os japoneses brincarem que só conseguem comer a fruta quando estão doentes! Alguns chegam a custar até US$ 300!!! Outra curiosidade é que não se deve levar flores em vaso para pessoas hospitalizadas aqui. Os japoneses acreditam que a flor enraizada na terra tem o mesmo significado que desejar que a pessoa permaneça no hospital! Para evitar tal gafe, leve um buquê de flores e, se o bolso permitir, um belo melão! ;-)

rece_0310_carne-de-porco-sauteado-no-molho-de-gengibreEsta receita é muito rápida e prática de ser preparada, além de ficar deliciosa! O cheiro que fica na cozinha, enquanto o molho apura, é de abrir o apetite de qualquer um! Ótima pedida para acompanhar uma bela tigela de arroz branco recém-cozido!

400g de lombo de porco em bifes bem finos

Tarê (molho):
60ml de shoyu
60ml de saquê
60ml de mirin
1/2 cebolinha branca comprida picadinha ou 1/2 cebola picada
um pedaço de 3cm de gengibre ralado
1 dente de alho ralado

Misture todos os ingredientes do molho e reserve.

Forre o fundo de uma frigideira com um pouco de óleo. Deixe aquecer bem e frite os bifes dos dois lados. Não é necessários fritar bem, pois depois será cozido com o molho. Frite alguns bifes de cada vez para que não solte muita água.
Depois de todos os bifes fritos, retire o excesso de óleo da frigideira com a ajuda de um papel toalha. Devolva os bifes para a frigideira, aproveitando o caldo que tiver depositado na vasilha também. Despeje o molho por cima e deixe apurando em fogo médio para alto até que reduza pela metade e fique encorpado. Revolva bem os bifes para que o molho fique bem espalhado.
Faça uma caminha com verduras (usei alface americana, brotinho de nabo e folhas de shisô picadas) e deite os bifes por cima. Regue com o molho e sirva em seguida. Se quiser, polvilhe gergelim branco sobre os bifes.

rece_0309_salada-de-sojaEsta saladinha é super rápida de preparar e mais rápida ainda de comer! Fica muito saborosa e além de tudo, bem saudável! Recomendo usar vinagre balsâmico, dá um aroma e sabor todo especial a esta salada! Caso não tenha à mão, use vinagre de vinho tinto.

Salada de soja

1 páprica vermelha em cubinhos
4 cogumelos shiitakes médios sem cabinhos e cortados em cubinhos
1 pacote de soja pré-cozida (170g)
1 pacote de edamame pré-cozido (170g)
2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra-virgem
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico ou de vinho tinto
sal e pimenta do reino a gosto
manjericão seco a gosto

Despeje os grãos de soja num escorredor e dê uma lavada rápida. Deixe escorrendo por alguns minutos.
Enquanto isso, aqueça o azeite numa frigideira. Coloque a páprica e os cogumelos. Dê uma boa misturada, envolvendo os cubinhos com o azeite. Tempere com sal, pimenta e manjericão. Coloque o vinagre balsâmico, misture bem e tire a panela do fogo. Junte os grãos de soja e mexa bem. Sirva quente ou fria.

jun
01

rece_0303_panquecas-de-caraNo Japao tem uma variedade de cará que os japoneses gostam muito de comer apenas ralado e cru sobre o arroz ou macarrão chamado tororo imo. Ganhei alguns da acupunturista que frequentava la mas como não sou muito fã dele cru ela me deu algumas outras dicas de como consumi-lo. Esta panqueca é uma delas. A textura leve e fofa lembra uma omelete e você pode colocar na massa legumes ralados ou usar outros temperos.
Ela me ensinou apenas a colocar manteiga derretida, ovo e shoyu. Eu substitui o shoyu por sal e pimenta e adicionei cheiro verde bem picadinho.
A seiva do cará causa coceira nas mãos, deixando-as bem irritadas. Eu usei luvas de borracha e resolvi este problema. Para os desavisados que não tomaram cuidado, a Nina, blogueira do Gourmandise, deu a dica para deixar as mãos de molho em banchá!

Outras dicas para usar cará (tororô imô):

- no missô shiru (caldo japonês). Faça um caldo de peixe, pingue colheradas do cará ralado e deixe ferver. Não precisa deixar muito tempo, pois lembre-se que ele é consumido até cru. Desligue o fogo e dissolva o missô. Sirva em seguida.

- cru. Rale o cará, coloque no “suribati” (tipo de pilão japonês) e reserve. Coloque uma lata de atum numa panelinha e cubra com um pouco de dashi ou água. Leve ao fogo e deixe ferver. Desligue o fogo e coloque missô de modo que fique mais salgado que um missô shiru comum. Vá colocando o caldo aos poucos no suribati mexendo sempre até que fique na consistência desejada. Sirva quente ou frio sobre o arroz branco. Esta é uma versão que a doutora criou para agradar seus filhos. Na verdade, a receita pede cavala.

Panquecas de cará japonês

1 cará médio (tororô imô)
1 ovo
1 colher (sopa) de manteiga derretida
cheiro verde picado a gosto
sal e pímenta do reino a gosto

Rale o tororô imô e junte os demais ingredientes. Misture bem e despeje colheradas da massa numa frigideira com um pouco de óleo. Deixe dourar de um lado, vire e espere corar também. Sirva quente ou frio.

mai
30

rece_0308_feijoadaNão sei exatamente em qual postagem que fiz no Pecado da Guka onde eu comentava que preparávamos feijoada no Japao e a Karen, blogueira do Kafka na Praia se espantou. É verdade que não se tem todos os pertences à disposição, mas com o que se encontra nas lojas de produtos brasileiros dá para se matar a saudade de pratos típicos como a feijoada. Houve uma época em que a única opção era recorrer às latas de feijoada pronta. Que lástima, não? Retemperávamos e, para nós, era uma delícia! Tempos em que cada amigo ou parente que chegava aqui trazia alguma “lembrancinha” do Brasil na mala. Feijão, salame, goiabada, ovo de Páscoa, panetone! Tudo era recebido com alegria e costumávamos repartir entre os amigos! Hoje em dia tem quase tudo nestas lojinhas. Mesmo assim não ousaria batizar esta receita como A feijoada. Os tradicionalistas me crucificariam, por certo! rss
Stanislaw Ponte Preta dizia que “para a feijoada ser completa, tem que ter até ambulância na porta!”
Exageros à parte, minha sogra preparava feijoadas ótimas aqui, bem menos gordurosas. Não nos dava a sensação de ter engolido uma bigorna! É esta receita que passo aqui. Muitos que moram no Brasil vão estranhar bastante a forma de preparo, talvez até torcer o nariz, mas é uma maneira de amenizar a vontade de comer este prato tão apreciado da nossa culinária brasileira. Espero que seja de algum interesse para outros dekasseguis, assim como outros expatriados!

Feijoada japonesa

1 kg de feijão preto
1 pacote de charque (500g)
1 bandeja pequena de pé de porco
300g de bacon em bloco
500g de músculo de boi
2 linguiças calabresas defumadas
2 linguiças tipo paio
500g de costelinha de porco fresca ou congelada (a defumada não é boa, tem gosto de ranço)
1 cabeça de alho descascada e picada
2 cebolas picadas
50ml de óleo
sal se necessário
pimenta do reino
4 folhas de louro

Separe o feijão e deixe de molho por algumas horas (desta vez deixei por 4 horas). Corte o charque em pedaços, lave bem e deixe de molho por umas 2 horas. Não é necessários trocar a água pois o charque daqui não é muito salgado e acaba-se tirando todo seu gosto.
Coloque os pedaços do pé, as costelas e o bacon picado numa panela. Coloque água que cubra as carnes e leve ao fogo. Deixe aferventar e escorra. Lave bem em água corrente e reserve.
Coloque o feijão, com a mesma água que ficou de molho, na panela de pressão. A água tem que ficar uns 4 dedos acima do nível de feijão. Tampe e leve ao fogo. Quando pegar pressão e começar a chiar, conte 20 minutos.
Se você tiver outra panela de pressão, coloque nela as carnes: charque escorrido, pé de porco, costelinha, bacon, linguiças em rodelas e o músculo em pedaços. Coloque água que cubra as carnes e leve ao fogo também. Deixe por 30 minutos depois que começar a chiar.
Caso não tenha duas panelas, espere o feijão cozinhar e coloque as carnes para cozinhar. Se quiser, deixe um pouco de feijão e caldo para cozinhar junto com as carnes para “pegar cor”.
Numa panela bem grande, refogue o alho e a cebola. Junte o feijão e as carnes cozidas. Caso não tenha muito caldo, acrescente um pouco de água quente ao feijão. Junte as folhas de louro e tempere com pimenta do reino. Prove o sal e acerte se necessário. Deixe dar uma aferventada. Junte o suco de um limão e cozinhe por mais alguns instantes. Retire a espuma branca da superfície. Se você gosta do caldo mais grosso, deixe apurando mais alguns minutos. A feijoada fica melhor ainda no dia seguinte!

Farofa para acompanhar

3 colheres (sopa) de azeite
100g de bacon picado em tirinhas
2 ovos
1 dente de alho picadinho
1/2 cebola fatiada
1 tomate grande picado
1/2 xícara de azeitonas verdes picadas
farinha de mandioca o suficiente (gosto da torrada)
sal e pimenta do reino
cheiro verde picado

Refogue o bacon no azeite em fogo médio. Quando ficar douradinho, afaste o bacon para um canto e quebre os 2 ovos. Misture e frite por alguns instantes. Afaste para um canto também. Se necessário, coloque mais azeite e refogue o alho com a cebola. Coloque o tomate picado e refogue até derreter. Junte as azeitonas e vá adicionando a farinha de mandioca aos poucos até ficar na textura que você gosta, mais molhadinho ou mais sequinho. Tempere e desligue o fogo. Junte o cheiro verde e misture.

Sirva a feijoada com couve refogada, molho vinagrete e de pimenta e laranja ou abacaxi como sobremesa para “cortar” a gordura.

mai
28

subutaEste prato chinês é muito apreciado no Japao. Consiste em pedaços de carne de porco com legumes refogados envolvidos num molho agridoce.
Nunca havia comido este prato antes de ir para lá. Fui apresentada a ele de forma dramática no nosso “bentô”, a famigerada marmita japonesa. Atualmente o bentô vem servido em pratos na fábrica, mas antigamente vinha numas caixinhas fechadas, verdadeiras caixas surpresa. Nunca sabíamos o que iríamos ter que encarar para o almoço. Certa vez, tirei a tampa e lá estava o subuta. Olhei e achei que fosse o molho do yakisoba, sem o macarrão. Ao comer, que decepção! Uma meleca azeda, simplesmente intragável!
Geralmente quando não gostamos do prato da primeira vez e difícil querer repetir. Fiquei anos sem comer subuta. Mas tanto falavam desse prato, tanto mostravam nos programas culinários daqui que pensei que não era possível uma coisa tão horrível ser tão apreciado assim.
Até meu marido que é enjoado para pratos meio adocicados sempre comentava que gostava quando aparecia em seu bentô.
Resolvi então procurar uma boa receita e encontrei esta num site da internet de celular. Para minha surpresa, este subuta em nada se parece com a meleca azeda do bentô. Não é exageradamente azedo mas quem gostar assim pode aumentar a quantidade de vinagre na receita. Deste subuta eu gostei! Ótimo para se comer com arroz branco!

Subuta

200g de carne de porco (lombo ou pernil)
2 colheres (chá) de saquê
sal e pimenta do reino a gosto

1 cenoura média
1/2 pimentão vermelho
1 pimentão verde
1 cebola pequena
6 shiitakes frescos
1 pacote de broto de bambu pré-cozido (100g)

Massinha para envolver a carne:
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de katakuriko (fécula de batata)
1 gema
20ml de água

Molho agridoce:
60ml de catchup
60ml de vinagre de arroz
60ml de água
3 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de saquê
4 colheres (chá) de caldo de galinha em pó (torigará suupu no moto)
1/2 colher (chá) de sal
1/2 colher (sopa) de katakuriko
1 colher (chá) de óleo de gergeli,
óleo suficiente para fritar carne e saltear os legumes

1. Afervente o broto de bambu, escorra e pique em cubos de 2cm. Corte a cebola, os pimentões em quadrados. Tire o talo do shiitake e corte em cruz. Descasque a cenoura, corte ao meio no sentido do comprimento e fatie na diagonal. Coloque numa panela com água e leve ao fogo só até ferver a água. Escorra e reserve.

2. Misture todos os ingredientes da molho e reserve.

3. Corte a carne de porco em cubos de 2cm e tempere com o saquê, sal e pimenta. Deixe tomando gosto por alguns minutos. Em seguida, junte os demais ingredientes da massinha e misture bem. Frite em óleo abundante no fogo baixo (160oC) até ficarem corados. Retire e reserve.

4. Dê uma salteada nos legumes numa frigideira bem quente com um pouco de óleo. Faça de 2 legumes por vez para não juntar água.

5. Volte todos os legumes e a carne na frigideira. Despeje o molho e misture bem até adquirir cremosidade. Desligue o fogo, coloque o óleo de gergelim e misture bem. Sirva em seguida.

mai
25

p140

Ja nao eh de hoje que o uso de vegetais tambem eh utilizado na feitura de doces. Quem nao gosta de um bolo de cenoura coberto com chocolate, doce de batata doce ou de abobora?

ayakakisawa

Inovando e ousando mais ainda, Aya Kakizawa, proprietaria da famosa confeitaria Potager em Tokyo esta, como se diz hoje em dia, bombando com seus bolos e tortas que usam e abusam dos mais diversos legumes e verduras. Que tal um gateau au chocolat com raiz de bardana, uma torta-flan de cenoura ou um rocambole recheado com batata doce roxa e aspargos (primeira foto do post)???

A bela chef patissier bem poderia estar ganhando a vida como modelo ou artista de tv mas ela eh uma workholic assumiderrima. Passa mais de 14 horas na confeitaria comandando os assistentes, supervisionando a loja e gasta muitos neuronios para criar novos doces. Faz e refaz a receita zilhoes de vezes, faz muitas degustacoes e alguem me explique, como ela consegue se manter magrinha???? rss

Como a maioria dos badalados chefs do Japao, Aya foi estudar culinaria na Franca e, de volta a terra do sol nascente, resolveu investir em comidas nao so gostosas mas que fossem ecologicamente corretas. Em busca dos ingredientes perfeitos ela visita regularmente seus fornecedores de legumes e verduras, todos organicos. Experimenta, pergunta e da sugestoes sempre visando alimentos mais nutritivos e saborosos! Hoje em dia, alem da confeitaria, ela produz bolos de aniversario de famosos japoneses, doces para eventos de industrias de cosmeticos e para os passageiros da primeira classe que viajam pela companhia aerea ANA. Se achou pouco, ainda tem tempo para desenvolver biscoitos nutritivos para criancas mais enjoadinhas que nao comem isso ou aquilo e da palestras em escolas e empresas!

Aya tem tipo sanguineo B e dizem as mas linguas que estas pessoas nao se empenham muito, nao vao ate o fim quando inicia alguma coisa, sao preguicosas… coisas que volta e meia acabo realmente cometendo (yes,confesso, sou tipo B tambem!!!! rss) mas vendo o esforco desta mulher batalhando e se sobressaindo numa area predominantemente masculina eh de dar gas em qualquer uma, seja tipo A, B, O ou AB!!! Confiram algumas de suas criacoes abaixo ou de uma checada no seu  site!

p62 

Cheese cake de edamame (soja verde)

 

 

 

p234

 

Bolo Opera de shunguiku (folhagem levemente amarga de talo grosso muito consumida em cozidos e sopas)

 

 

 

* todas as fotos foram extraidas do site Potager.

mai
24

dscf1342

Foi uma grande honra receber o convite do pessoal da Cozinha Japonesa para escrever um blog dentro deste novo site que busca reunir muitas novidades e noticias para as pessoas que amam a culinaria oriental em geral.

Ja venho blogando ha mais de 3 anos no Pecado da Gula onde mostro minhas experiencias culinarias alem de falar um pouco de mim, dos meus interesses e onde troco ideias com outros blogueiros e leitores. O Pecado nasceu no Japao onde morei durante quase 20 anos. A ideia inicial era apenas catalogar as receitas bem sucedidas com os ingredientes japoneses e, ao inves de ficar copiando receitas para as colegas que as pediam, resolvi colocar on-line para disponibilizar a elas.

Naquele periodo os blogs de culinaria em lingua portuguesa estava apenas engatinhando e era facil poder circular por todos eles, deixar recadinhos e interagir com outras blogueiras. Hoje ja eh uma tarefa quase impossivel visto a quantidade de pessoas blogando sobre comida, mas os leitores so tem a ganhar com isso, pois aprende-se muito e muitas vezes a simples afinidade acaba resutando em amizades duradouras e sinceras. A unica coisa que lamento eh nao poder visitar todas as blogueiras com a frequencia que gostaria e nao ter mais tanto tempo como antes para experimentar receitas diferentes.

Minhas primeiras experiencias na cozinha comecaram cedo, quando tinha  acho que 12 anos e minha ba-chan adoeceu. Meus pais trabalhavam o dia todo e minha avo era a encarregada de cozinhar para a pequena tropa de 7 pessoas em casa. Nao sabia lavar arroz nem cozinhar feijao. Queimei muita comida, temperei de mais ou de menos outras, levei muitas criticas do meu pai, broncas da ba-chan mas foi assim, errando bastante que aos poucos fui domando as panelas, apesar delas ainda me darem um banho de lavada vez ou outra! rss

Cozinha japonesa sempre esteve muito presente em nossa casa, muito por causa de meus avos, japoneses legitimos da provincia de Hokkaido. No dia-a-dia era tudo temperado com shoyu e aji-no-moto e arroz branco sem tempero. Ja nas datas especiais, di-chan gostava de reunir toda a familia para todos se sentarem na mesa da sala que nessas ocasioes ficava bem mais comprida para acomodar todos os meus tios, tias e primos. Nao podia faltar o nishime (cozido de legumes), makizushi e inarizushi, salada de harusame e doce de kanten. Como boa familia nipo-brasileira, na mesa tambem tinha coxinha de frango e pastel! Sashimi era coisa cara e so tinhamos oportunidade de comer no Natal e Ano Novo. No frio, di-chan era o encarregado de fazer o sukiyaki (cozido de carne e legumes) que gostava de preparar na mesa, com todos em volta. Lembro que era necessario cortar toneladas de verduras de muitos tipos para ficar um sukiyaki completo e a pior parte era cortar quilos de carne bem pequenininhos. Eram momentos muito festivos, com toda a familia reunida. Momentos hoje muito raros, seja por causa da partida de muitos membros da familia para o ceu. seja por causa do movimento dekassegui que levou outros membros para o outro lado do mundo. Eu mesma fui uma delas e estou de volta ao Brasil a cerca de um mes.

No Japaoa tive contato com muitas comidas que nunca tinha ouvido falar e vi como eh variada a culinaria japonesa. Gostaria muito de compatilhar com voces algumas receitas que descobri e faco vez ou outra em casa! ;-)