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Histórico de 'Receitas Japonesas'

ageEste é mais um prato que conheci só la no Japão. Consiste em pedaços de tofu fritos com katakurikô (fécula de batata), deixando uma casquinha super crocante, servido com dashi (caldo de peixe), nabo e gengibre ralado e cebolinha picada.
Ele é encontrado com mais facilidade em “nomiyás” (bares) e considerado como petisco. No Japao é bem comum petiscos deste tipo, quase uma mistura, bem diferente dos provolone à milanesa, bolinhos de bacalhau, azeitonas e outras gosturas que são servidos nos bares brasileiros.
Esta “receita” que vou passar é uma improvisação que faço quando me vem a vontade de comer este prato. Se você quiser fazer certinho mesmo tem que deixar o tofu “chorando” por horas para perder a água, fazer o dashi com lascas de bonito seco, etc etc e aí, acabou a vontade de fazer! rsss
O que eu faço, então? Tiro o excesso de água do tofu no microondas, uso a farinha especial para fazer tempurás para envolver os tofus na hora de fritar, criando um boa película que impede o tofu de estourar durante a fritura (não queremos queimaduras também ne?) e para o caldo, uso o caldo seco para udon! Em poucos minutos, já estará prontinho! Todos estes produtos (foto das embalagens abaixo) sao encontrados facilmente nas lojinhas da Liberdade – Sao Paulo/SP)
Para quem não tem à disposição estes produtos, faça um caldo básico colocando um pouco de hondashi (caldo de peixe granulado) na água fervente, shoyu até ficar de cor caramelo claro, uma pitada de açúcar e sal a gosto.
Já no lugar da farinha para tempurá, use fécula de batata (katakurikô) ou amido de milho para envolver os cubos de tofu. Já fiz assim mas eu acho que além de espirrar mais, deixa o óleo mais sujo.

age2 Não tem medidas exatas, varia conforme a quantidade a ser feita.
Eu uso um tofu do tipo momen (mais firme), corto ao meio e envolvo cada um em vários papéis toalha. Coloco num prato refratário e levo ao microondas (700W) por 4 minutos, sem cobrir com filme nem tampa! Viro os tofus e deixo mais 2 minutos. Em seguida, tiro os tofus de dentro dos papéis toalha que estarão encharcados e já corto em cubos de 2 ou 3 cm. Deixo numa peneira para terminar de tirar a água enquanto vou ralando o nabo e o gengibre e corto a cebolinha.

Fervo a água para preparar o caldo conforme as instruções (250ml de água para cada envelopinho). Deixe o caldo em fogo bem baixinho para manter a temperatura quente até a hora da montagem.

Coloco uma panelinha com bastante óleo no fogo médio para forte.

Envolvo os cubos de tofu na farinha de tempurá e retiro o excesso antes de colocar no óleo. É importante não virar o tofu antes que a crosta fique dura. Tente ter paciência, é como fritar polenta. Deixe corarem ligeiramente e retire num prato com papel toalha.Agrupe os pedaços de tofu na tigela.Despeje o caldo pelas paredes da tigela para não desmoronar o monte de tofus. Assente uma colherada de nabo ralado em cima do tofu e sobre ele, um pouco de gengibre ralado.Depois é só salpicar cebolinha picadinha. Na hora de comer, derrube o nabo no caldo e dê uma boa misturada com o hashi. Vá comendo os pedaços de tofu molhados neste caldo delicioso. É de não deixar sobrar nada na tigela e pedir “okawari” (bis)! ;-)

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nikuAssim como coxinha é um salgadinho que não pode faltar em nenhum boteco, o nikuman está presente em todas as lojas de conveniência do Japao. É difícil você entrar numa e ficar indiferente a estes pães branquinhos, super fofinhos e recheados com carne e legumes variados. Por esta descrição, pode lembrar esfiha mas são cozidos no vapor e seu tempero é completamente diferente. Usam-se vários molhos e pastas chinesas, mas creio que podem ser facilmente adquiridos em qualquer lojinha de produtos orientais, já que eles são a base de quase todos os pratos chineses.
Errei na quantidade de água e a massa não ficou na consistência que vi em alguns sites. Ficaram bem macios mas, no cozimento, acabaram perdendo sua forma que lembra uma flor em botão.
Apesar disto, o sabor ficou ótimo causando grande espanto ao meu marido. Ele disse que ficou melhor do que da loja de conveniência!
Para acompanhar, nada melhor do que um oolong cha (pronuncia-se úrôn tchá), um delicioso chá chinês que também ajuda a queimar as gordurinhas!

Massa:
150g de farinha de trigo para pão
150g de farinha de trigo comum
3g de fermento para pão
4g de fermento em pó para bolo
2g de sal
20g de açúcar
15g de manteiga sem sal em temperatura ambiente ou banha de porco
160ml de água (para mim foi insuficiente para incorporar toda a farinha. Vá colocando a água aos poucos até que fique uma bola de massa, cuidado para não deixar mole demais)

Peneire as farinhas com o fermento em pó. Junte os demais ingredientes até que se agreguem. Despeje a massa na mesa e sove até ficar lisa e elástica (cerca de 10 minutos).
Cubra com filme plástico e deixe descansando por 20 minutos. Enquanto isso, prepare o recheio:

250g de carne de porco moída
70g de espinafre picadinho
1 pedaço de gengibre de 3cm ralado
1/2 cebolinha branca (daquela comprida que lembra alho-porró) ou 1/2 cebola picadinha
2 colheres (sopa) de pankô (farelo de pão)
2 colheres (sopa) de molho de ostras
1 colher (sopa) de óleo de gergelim
uma pitada de sal
1/2 colher (sopa) de shoyu
1 colher (chá) de XO jan (aqui pronuncia-se éx-ou dyán, pasta escura à base de legumes, camarões e moluscos secos)
1 colher (chá) de tobanjan( tô-bán dyán, pasta de pimenta vermelha)

Misture todos os ingredientes muito bem e divida em 12 porções. Depois faça bolinhas para facilitar na hora de rechear.

Depois da fermentação, divida a massa em 12 porções. Faça bolinhas e deixe descansando por 10 minutos cobertos com um pano de prato úmido, bem torcido. Abra cada bolinha com rolo na mesa levemente enfarinhada até ficar com 12cm de diâmetro. Coloque o recheio no centro e feche puxando um pedaço da massa para cima. Vá pegando uma porção da massa ao lado e puxando como se fossem pétalas. No final, dê uma leve torcidinha e coloque sobre um pedaço de papel manteiga cortado num quadrado de 15cm.
Faça o mesmo com as demais bolinhas. Cubra com pano e deixe fermentar novamente em lugar abafado por 20 minutos.
Coloque água numa grande panela para banho-maria e leve ao fogo. Quando terminar o descanso da massa, ajeite os bolinhos sobre a grade da panela, deixando um espaço entre eles porque crescem durante o cozimento. Na minha panela couberam apenas 2 por vez e os últimos não ficaram muito bonitos, ficaram achatados. Se você não puder cozinhar todos de uma vez, deixe metade crescendo em lugar quente e os demais em temperatura ambiente mesmo para que, quando chegue sua hora de cozinhar, eles não estejam fermentados demais.
Se você tiver aquelas panelas chinesas próprias para cozimento à vapor feitas com bambu, é só tampar e deixar 10 minutos. Se você usar uma panela comum como eu, envolva a tampa com pano de prato para que água acumulada não caia em cima dos bolinhos. Depois é só tampar e deixar cozinhar por 10 minutos. Sirva quentinho! Pode ser congelado depois de cozido também. Embrulhe os bolinhos com filme plástico e congele. Depois é só esquentar no microondas.

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rece_0312_tonjiruEsta é uma das sopas mais populares no Japao. Consta no menu de quase todos os restaurantes, comércio de obentôs, lojas de conveniências, mercados e, claro, preparado com muito carinhos pelas mães.
Nós gostamos muito desta sopa. Além de ser muito saborosa, é bem rica e completa. Uma tigelada de arroz, algumas conservas e já se tem uma refeição completa.
Um ou outro ingrediente pode variar conforme o cozinheiro, mas o nabo e a raiz de bardana não podem ser deixados de fora, pois são eles que definem o sabor da sopa.

Para 4 pessoas

200g de carne de porco em filés bem finos
5cm de daikon (nabo)
1 cenoura média
1/2 gobô (raiz de bardana)
2 batatas médias
1/2 pacote de konnyaku (massa de batata cozida, não coloquei desta vez)
1 colher (sopa) de óleo
4 a 5 xícaras de dashi (caldo de peixe cujo modo de preparacao foi explicado no post anterior)
2 colheres (sopa) de saquê
4 a 5 colheres (sopa) de missô
cebolinha verde picada a gosto
pimenta “shichimi” a gosto

Descasque o nabo. Corte em cruz e depois em fatias finas de 1/2 cm. Deixe de molho em água por alguns minutos e escorra.
Descasque e corte a cenoura e as batatas da mesma forma que o nabo.
Raspe com faca a raiz de bardana sobre um jornal, tomando cuidado para não espirrar na roupa porque mancha. Lave bem e corte a raiz como se estivesse apontando lápis. Deixe de molho numa tigela com água.
Coloque uma panelinha com água para ferver. Corte o konnyaku com a ajuda de uma colher. Vá tirando nacos irregulares de 2cm. Quando a água ferver, jogue o konnyaku e espere voltar a ferver. Escorra e reserve.
Volte a colocar mais água na panelinha e leve ao fogo. Corte a carne de porco em porções menores de 2 ou 3cm. Quando a água ferver, junte 1 colher (sopa) de saquê e despeje os pedaços de carne. Com um garfo, vá separando os filés. Deixe só até mudar a cor da carne. Escorra e reserve.

Coloque uma panela grande para o fogo. Deite o óleo e espere aquecer. Junte todos os legumes e misture bem. Junte a carne e despeje o dashi. Se faltar, complete com água.
Deixe o caldo ferver, retirando a espuma que for se formando na superfície com uma concha ou espumadeira.
Tampe e deixe os legumes cozinharem. Quando estiverem macios, junte mais 1 colher de sopa de saquê e o missô. Use uma peneirinha para dissolver o missô no caldo. Quando ameaçar ferver, apague o fogo. Não deixe ferver pois comprometerá o sabor do missô.
Sirva em chawans (tigelinhas) e polvilhe cebolinha verde e pimenta shitimi a gosto (mix de pimenta vermelha com gergelim, sementes de papoula e algas, encontrada em lojas de produtos orientais).

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jun
10

rece_0126_gyudonExistem várias cadeias de restaurantes no Japao dedicadas somente para este prato onde você faz refeições baratas e rápidas. Vez ou outra acompanhava meu marido a um desses restaurantes. É bom, mas confesso que não é um dos meus pratos favoritos. Já meu marido adora! Nos ultimos tempos ele ja não frequentava tanto, mas no antigo emprego, costumava ir todas as sextas com os amigos lá depois do serviço.
Com o problema da vaca louca, uma famosa cadeia de restaurante deixou de servir este prato, substituindo a carne de vaca por porco. No dia em que anunciaram a volta das exportações de carne de vaca americana, todos os restaurantes desta cadeia ficaram lotados! Eram pessoas fazendo filas quilométricas, tudo por causa de uma cumbuquinha com carne de vaca! Coisa bem estranha, coisa bem típica japonesa! rss
Uns dizem que a carne de vaca americana é mais saborosa do que a australiana. Eu acho que são a mesma coisa. Para mim, carne saborosa ainda é a brasileira, isto sim!
Voltando ao prato, estou postando esta receita a pedido de um ex-dekassegui que tambem está de volta ao Brasil mas sente muita falta das comidas japonesas.
Para preparar este prato é necessário que a carne esteja cortada em lascas beeeeem finas. Creio que aqui, eles congelam a carne o suficiente para deixá-la firme e passam num cortador de frios. Ja vi vendendo umas bandejas de carne assim nas lojas da Liberdade (bairro paulistano). Para o caldo é usado o dashi. O modo de preparo eu ensino logo abaixo da receita!

Gyudon

Para 4 porções

400g de carne de vaca em lascas finíssimas
1 cebola grande
200ml de dashi
200ml de água (a receita original pede 400ml de dashi, mas achei que ficou muito forte)
4 colheres (sopa) de saquê
2 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de mirin
6 colheres (sopa) de shoyu
cebolinha verde picada a gosto
beni shooga (conserva de gengibre) a gosto

Corte a carne em nacos de 2cm.
Divida a cebola ao meio e corte cada metade em lascas grossas de 1cm.
Coloque o dashi, a água e o saquê numa panela e leve ao fogo para ferver. Junte a cebola picada e deixe cozinhar por alguns minutos até ela ficar murcha e transparente. Junte a carne e vá separando os pedaços com a ajuda de um garfo ou hashi. Logo que a cor da carne mudar, junte o açúcar e o mirin. Misture bem e deixe cozinhando por uns 3 minutos. Adicione então o shoyu e deixe o caldo reduzir em 2/3.
Coloque arroz branco cozido em cumbucas e sobre ele a carne ensopada. Espalhe cebolinha a gosto e sirva com beni shooga.

Para o dashi:

Coloque 5 xícaras de água numa panela grande. Pegue um pedaço de dashi kombu (10cm) e limpe com um papel toalha umedecido. Coloque na água e deixe de molho por 20 minutos.
Leve a panela ao fogo baixo. Quando começar a aparecer bolhinhas nas paredes, antes de ferver, retire o pedaço de kombu.

Aumente a chama e deixe a água ferver. Coloque 30g de katsuo bushi (flocos de bonito seco) e baixe o fogo novamente. Deixe cozinhar por 2 minutos, SEM MEXER e desligue o fogo.
Espere os flocos afundarem.
Escorra numa peneire forrada com papel toalha reforçado ou um pano limpo. Esprema levemente o papel toalha.Está pronto o caldo de peixe (dashi).

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jun
10

rece_0306_caldo-de-misso-com-udon Para enriquecer um missoshiru simples eh so acrescentar um pouco de macarrao udon. Fica muito bom e da sustanca! Nhammm! ;-)
Missô shiru com udon

1 litro de água
1/2 stick de kombu dashi
1 envelope de dashi no moto
1/2 cenoura ralada no ralo grosso ou cortada em palitinho bem fino
1/4 cebola cortada em fatias finas
5 talinhos de nirá cortados em nacos de 2 cm
1 ovo (se quiser pode colocar 2 ovos)
1 colher (sopa) beeeem cheia de missô
1 pacote de udon pré-cozido (220g)

Coloque a água numa panela e leve ao fogo. Quando ferver, junte os caldos de kombu e de peixe, a cenoura e a cebola. Deixe cozinhar por uns 5 minutos em fogo médio. Retire com uma concha a espuma marrom que se formar na superfície. Dissolva o missô no caldo (use uma peneira para facilitar). Coloque o udon e espere voltar a ferver. Bata o ovo numa tigelinha e junte o nirá. Misture e despeje sobre o caldo. Vá mexendo com concha ou um garfo para que o ovo fique em fiapinhos. Deixe mais alguns segundos para que o ovo cozinhe e o nirá fique com uma cor verde bonita e retire do fogo. Sirva imediatamente.

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jun
09

rece_0292_salada-de-harusamePara os dias de calor, uma boa e simples saladinha! O harusame ou vermicelli é um macarrão finíssimo feito de arroz ou soja, cozinha rápido e por isso mesmo, em minutos você está com a salada pronta. Os legumes que usei são só uma sugestão, você pode usar os que mais gostar ou tiver à disposição!
Gostei muito deste molho, fica bem cheiroso e acho que mesmo quem não está com muito apetite acaba comendo bem!;-)

35g de harusame
1 pepino japonês
3 fatias de presunto
1 ovo batido e frito como omelete
1/3 de cenoura

Cozinhe o harusame por 5 minutos em água fervente. Escorra e lave bem em água corrente até esfriar. Deixe escorrendo por alguns instantes. Esprema bem para retirar bem toda a água. Coloque o “chumaço” de macarrão sobre a tábua de corte e dê 2 ou 3 cortes.
Pique o pepino, o presunto, o ovo e a cenoura em tirinhas bem finas. A cenoura pode ser crua ou se quiser, dê uma leve cozida no microondas (coloque num refratário pequeno, jogue alguns pingos d’água e cubra com filme plástico. Cozinhe por 30 segundos). Coloque tudo na vasilha e despeje o molho por cima. Misture bem e deixe na geladeira até a hora de servir.

Molho:

2 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de vinagre
1 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de óleo de gergelim
1 colher (chá) de açúcar
1 colher (chá) de kotijan (pasta coreana levemente apimentada)
1/2 colher (chá) de sal

Misture tudo muito bem e empregue.

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makiNas minhas memórias, sushi sempre foi um prato de festa em casa. Lembro de minha avó preparando os ingredientes do recheio: cortando a cenoura, cozinhando o kampyô, fazendo a omelete doce, temperando o arroz e me pedindo para abanar enquanto ela misturava com cuidado para não quebrar o arroz e virar papa. O cheiro do vinagre de álcool era forte, daqueles odores que entram pelo nariz e parecem te sufocar, por vezes prendia a respiração nesta operação! rs
Depois ela passava as folhas de nori no fogo do fogão para que ficassem mais secas e saborosas. Era um processo rápido, vapt vupt senão as folhas poderiam pegar fogo. Também me preocupava se minha avó não iria queimar a mão fazendo isso, mas ela fazia numa calma impressionante, sabendo quanto tempo exato deixar no fogo.
Logo ela estava com sua esteirinha de madeira, preparando estes quitutes que todos saboreavam com enorme prazer, afinal eram poucas as ocasiões no ano que podíamos comer os “pneuzinhos”, como chamávamos carinhosamente.
Foi só chegando no Japao que descobri que sushi tem uma variedade enorme de formas e recheios: niguirizushi, makizushi, hosomaki, tirashizushi, uramaki… mas para mim, falar de sushi me traz imediatamente esta imagem, do arroz enrolado na alga, não tem jeito.
Minha avó preparava os recheios da maneira mais tradicional, com ingredientes clássicos da culinária japonesa. Já minha mãe prepara um sushi mais “moderninho”…rs Mais parece um sanduíche, mas adoro quando ela os prepara. Já faz um bom tempo que não como e estes dias me deu vontade de comer. E quando a vontade vem, preciso fazer! Resolvi arriscar a prepará-los, apesar de nunca ser bem sucedida, o recheio costuma sair em todos os lugares, menos no centro do rolinho!
Desta vez, até que eles não saíram mal de todo, só no finalzinho dos rolinhos eles ficaram meio bagunçados. O sabor também não estava ruim, mas creio que receitas como esta são daquelas que, por mais que você faça, por mais que existam milhões de receitas, vai sempre ficar aquele gosto das nossas lembranças de comida de avó, de mãe, que jamais será superado!

Makizushi

4 folhas de nori

2 copos de arroz japonês (copo medida de 180cc)
água suficiente para cozinhar o arroz

Tempero do arroz:
80ml de vinagre de arroz
1 colher (sopa) cheia de açúcar
1/2 colher (chá) de sal

Recheio:
1 cenoura média
1 pepino japonês
4 folhas de alface lisa
2 ovos
1 lata pequena de atum
2 colheres (sopa) de maionese
sal e pimenta à gosto

Misture todos os ingredientes do tempero do arroz e reserve.

Descasque a cenoura, corte ao meio no sentido do comprimento e depois em palitos grossos de mais ou menos 1 cm. Coloque numa panelinha e leve para cozinhar em água temperada com um pouco de shoyu, sal e açúcar. Deixe até ficar macia, mas não muito mole. Escorra e deixe esfriar.

Corte o pepino ao meio no sentido do comprimento e depois ao meio novamente.

Bata os ovos e tempere com um pouco de sal e açúcar. Faça uma omelete numa frigideira pequena, usando um pouco de óleo para untar. Procure não queimar a omelete preparando-a em fogo médio para baixo. Depois, corte em tiras de cerca de 1 cm.

Escorra o óleo do atum, despeje numa tigelinha e tempere com maionese, sal e pimenta.

Lava as folhas de alface e seque bem em papel toalha.

Cozinhe o arroz mas deixe-o levemente duro. Se você usar a panela própria para cozinhar arroz, coloque no modo “katame/sushi”.
Depois de cozido, despeje numa bacia grande e larga, o ideal são vasilhas de madeira próprias para o preparo do arroz de sushi. Se tiver esta vasilha, umedeça previamente com água e despeje o arroz. Espalhe bem o arroz e despeje o tempero, espalhando também sobre todo o arroz. Se você tiver algum ajudante de cozinha, peça para que ele ou ela abane enquanto você mistura o arroz, envolvendo os grãos no tempero. Faça isso como se estivesse cortando o arroz. Se não tiver ajudante, simplesmente misture bem e cubra com um pano de prato úmido e deixe esfriar.

Abra a esteirinha de madeira (se não tiver, use um filme plástico ou folha de papel alumínio mesmo). Coloque uma folha de nori, com a parte brilhante voltada para baixo. Divida o arroz em quatro, peque 1/4 e coloque sobre o nori. Deixe preparada uma tigelinha com água perto e vá umedecendo a ponta dos dedos nela para espalhar o arroz sobre todo o nori, mas deixe livre, sem arroz, cerca de 2cm no canto de cima. Procure espalhar bem, não deixar lugares com muito arroz ou buracos. Coloque uma folha de alface sobre o arroz e vá colocando os demais recheios. Coloque-os bem no centro do quadrado de arroz, não vá tomar como ponto de referência o quadrado do nori! Agora vem a parte mais trabalhosa, o início do rolinho. Você precisa, com a ajuda da esteira de madeira, ir enrolando sem tirar o recheio do lugar, ao mesmo tempo em que vai levando a esteira para que esta não seja enrolada junto com o arroz. Vá com calma para que o recheio não acabe saindo para fora. Depois de enrolar o sushi, enrole com a esteira de madeira e faça uma pequena pressão em toda a volta para firmar o arroz. Pelos lados e com o dedo umedecido, aperte o arroz levemente para dentro do rolo. Desenrole a esteira, coloque numa tábua de cortar e, com uma boa faca umedecida, vá cortando o sushi. Primeiro corte ao meio, depois cada meio ao meio e por fim, cada 1/4 ao meio novamente. Na hora de cortar faça movimentos de ir e vir, não aperte. Procure limpar a faca a cada corte num papel toalha e umedecer novamente. Depois é só colocar num prato bonito e servir com conserva de gengibre.

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rece_0307_katsuo-no-tatakiTataki é uma espécie de sashimi onde o peixe é rapidamente assado direto no fogo ou grelhado numa chapa quente. Sua superfície fica corada por fora mas por dentro, o peixe continua cru. Nos mercados daqui, o pedaço do peixe já é vendido grelhado. Em casa, apenas fatiamos e servimos.
O tataki mais conhecido é do peixe bonito (katsuo), um dos favoritos do maridao. Eu como mas confesso que não é com aqueeeeele entusiasmo. O bonito tem gosto e cheiro um pouco mais acentuados que o atum.

Lave o pedaço de peixe, seque bem com papel toalha e regue-o com suco de limão. O limão vai impedir que o peixe grude na frigideira. Quem me ensinou o truque foi a acupunturista e funcionou mesmo! Aqueça bem uma frigideira em fogo alto e deite o peixe. Deixe dourando por alguns segundos e vá virando até que todos os lados estejam selados. Coloque o peixe numa tigela com água gelada. Enxugue com papel toalha e corte em fatias.
Faça uma caminha com cebola fatiada, coloque as fatias de peixe e polvilhe bastante cebolinha verde picada e gengibre ralado. Regue com ponzu (shoyu com limão) e sirva.

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rece_0293_shogayakiNão me canso de testar receitas novas deste prato já que é um dos favoritos do maridão. Retirei a receita de um site japonês e como foi bem elogiada pelas participantes, resolvi arriscar. Apesar do preparo rápido, a carne fica bem envolvida pelo tempero e a cebola ralada dá um toque levemente adocicado ao molho, “cortando” o salgado do shoyu. Gostei muito desta versão pois ainda leva legumes refogados. Desta vez foi só cebola mas você pode acrescentar cenoura, pimentão, repolho… deixando o prato mais completo e nutritivo! Mesmo fria eh gostosa, ideal para se levar no obento (marmita) da fabrica! ;-)

300g de carne de porco própria para shogayaki (bifes bem finos de 1/2cm de espessura)
1/2 cebola em fatias grossas
2 pimentões verdes em fatias
katakuriko (fécula de batata)

Molho:

5g de gengibre ralado
1/2 cebola ralada
3 colheres (sopa) de shoyu
3 colheres (sopa) de saquê
2 colheres (sopa) de mirin

Misture tudo e reserve.

Polvilhe apenas um lado dos bifes com katakuriko e corte na metade.
Aqueça um pouco de óleo na frigideira e refogue as cebolas e pimentões. Reserve num prato. Acrescente mais um pouco de óleo e vá fritando os bifes aos poucos em fogo forte até que fiquem corados dos dois lados. Vá tirando os bifes prontos num prato. Quando estiverem fritas todas as fatias, volte tudo na frigideira. Junte os legumes refogados e o molho. Deixe refogando em fogo médio por alguns minutos. Caso tenha crostas queimadas grudadas no fundo da panela, vá esfregando com colher de pau pois é este queimadinho que dá um gostinho a mais no molho. Quando os bifes estiverem bem envolvidos pelo molho estará pronto. Sirva em seguida com arroz branco.

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jun
05

rece_0305_tofu-com-carneEste prato é rápido e gostoso! O volume pode impressionar mas o tofu fica tão saboroso e leve que a gente não pára de colocar mais uma colherada no prato!

Tofu com carne

200g de carne bovina em fatias bem finas
1 colher (sopa) de óleo
2 embalagens de tofu mais firme (mômen)
250ml de água
5 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de saquê
2 colheres (sopa) de mirin
1 colher (sopa) de açúcar
1 maço de cebolinha picada em nacos de 5 cm

Aqueça o óleo numa frigideira grande e funda. Refogue rapidamente as fatias de carne e junte a água. Coloque os temperos (shoyu, saquê, mirin e açúcar). Deixe ferver e retire toda a espuma branca que se formar na superfície. Coloque os tofus cortados em cubos de 2 ou 3cm. Espere ferver novamente e deixe cozinhando por mais 5 minutos. Mexa a panela de vez enquando mas tomando cuidado para não desmanchar os tofus. Junte a cebolinha no final. Dê uma misturada bem de leve e sirva em seguida.

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