Este é mais um prato que conheci só la no Japão. Consiste em pedaços de tofu fritos com katakurikô (fécula de batata), deixando uma casquinha super crocante, servido com dashi (caldo de peixe), nabo e gengibre ralado e cebolinha picada.
Ele é encontrado com mais facilidade em “nomiyás” (bares) e considerado como petisco. No Japao é bem comum petiscos deste tipo, quase uma mistura, bem diferente dos provolone à milanesa, bolinhos de bacalhau, azeitonas e outras gosturas que são servidos nos bares brasileiros.
Esta “receita” que vou passar é uma improvisação que faço quando me vem a vontade de comer este prato. Se você quiser fazer certinho mesmo tem que deixar o tofu “chorando” por horas para perder a água, fazer o dashi com lascas de bonito seco, etc etc e aí, acabou a vontade de fazer! rsss
O que eu faço, então? Tiro o excesso de água do tofu no microondas, uso a farinha especial para fazer tempurás para envolver os tofus na hora de fritar, criando um boa película que impede o tofu de estourar durante a fritura (não queremos queimaduras também ne?) e para o caldo, uso o caldo seco para udon! Em poucos minutos, já estará prontinho! Todos estes produtos (foto das embalagens abaixo) sao encontrados facilmente nas lojinhas da Liberdade – Sao Paulo/SP)
Para quem não tem à disposição estes produtos, faça um caldo básico colocando um pouco de hondashi (caldo de peixe granulado) na água fervente, shoyu até ficar de cor caramelo claro, uma pitada de açúcar e sal a gosto.
Já no lugar da farinha para tempurá, use fécula de batata (katakurikô) ou amido de milho para envolver os cubos de tofu. Já fiz assim mas eu acho que além de espirrar mais, deixa o óleo mais sujo.
Não tem medidas exatas, varia conforme a quantidade a ser feita.
Eu uso um tofu do tipo momen (mais firme), corto ao meio e envolvo cada um em vários papéis toalha. Coloco num prato refratário e levo ao microondas (700W) por 4 minutos, sem cobrir com filme nem tampa! Viro os tofus e deixo mais 2 minutos. Em seguida, tiro os tofus de dentro dos papéis toalha que estarão encharcados e já corto em cubos de 2 ou 3 cm. Deixo numa peneira para terminar de tirar a água enquanto vou ralando o nabo e o gengibre e corto a cebolinha.
Fervo a água para preparar o caldo conforme as instruções (250ml de água para cada envelopinho). Deixe o caldo em fogo bem baixinho para manter a temperatura quente até a hora da montagem.
Coloco uma panelinha com bastante óleo no fogo médio para forte.
Envolvo os cubos de tofu na farinha de tempurá e retiro o excesso antes de colocar no óleo. É importante não virar o tofu antes que a crosta fique dura. Tente ter paciência, é como fritar polenta. Deixe corarem ligeiramente e retire num prato com papel toalha.Agrupe os pedaços de tofu na tigela.Despeje o caldo pelas paredes da tigela para não desmoronar o monte de tofus. Assente uma colherada de nabo ralado em cima do tofu e sobre ele, um pouco de gengibre ralado.Depois é só salpicar cebolinha picadinha. Na hora de comer, derrube o nabo no caldo e dê uma boa misturada com o hashi. Vá comendo os pedaços de tofu molhados neste caldo delicioso. É de não deixar sobrar nada na tigela e pedir “okawari” (bis)!

Assim como coxinha é um salgadinho que não pode faltar em nenhum boteco, o nikuman está presente em todas as lojas de conveniência do Japao. É difícil você entrar numa e ficar indiferente a estes pães branquinhos, super fofinhos e recheados com carne e legumes variados. Por esta descrição, pode lembrar esfiha mas são cozidos no vapor e seu tempero é completamente diferente. Usam-se vários molhos e pastas chinesas, mas creio que podem ser facilmente adquiridos em qualquer lojinha de produtos orientais, já que eles são a base de quase todos os pratos chineses.
Esta é uma das sopas mais populares no Japao. Consta no menu de quase todos os restaurantes, comércio de obentôs, lojas de conveniências, mercados e, claro, preparado com muito carinhos pelas mães.
Existem várias cadeias de restaurantes no Japao dedicadas somente para este prato onde você faz refeições baratas e rápidas. Vez ou outra acompanhava meu marido a um desses restaurantes. É bom, mas confesso que não é um dos meus pratos favoritos. Já meu marido adora! Nos ultimos tempos ele ja não frequentava tanto, mas no antigo emprego, costumava ir todas as sextas com os amigos lá depois do serviço.
Para enriquecer um missoshiru simples eh so acrescentar um pouco de macarrao udon. Fica muito bom e da sustanca! Nhammm!
Para os dias de calor, uma boa e simples saladinha! O harusame ou vermicelli é um macarrão finíssimo feito de arroz ou soja, cozinha rápido e por isso mesmo, em minutos você está com a salada pronta. Os legumes que usei são só uma sugestão, você pode usar os que mais gostar ou tiver à disposição!
Nas minhas memórias, sushi sempre foi um prato de festa em casa. Lembro de minha avó preparando os ingredientes do recheio: cortando a cenoura, cozinhando o kampyô, fazendo a omelete doce, temperando o arroz e me pedindo para abanar enquanto ela misturava com cuidado para não quebrar o arroz e virar papa. O cheiro do vinagre de álcool era forte, daqueles odores que entram pelo nariz e parecem te sufocar, por vezes prendia a respiração nesta operação! rs
Tataki é uma espécie de sashimi onde o peixe é rapidamente assado direto no fogo ou grelhado numa chapa quente. Sua superfície fica corada por fora mas por dentro, o peixe continua cru. Nos mercados daqui, o pedaço do peixe já é vendido grelhado. Em casa, apenas fatiamos e servimos.
Não me canso de testar receitas novas deste prato já que é um dos favoritos do maridão. Retirei a receita de um site japonês e como foi bem elogiada pelas participantes, resolvi arriscar. Apesar do preparo rápido, a carne fica bem envolvida pelo tempero e a cebola ralada dá um toque levemente adocicado ao molho, “cortando” o salgado do shoyu. Gostei muito desta versão pois ainda leva legumes refogados. Desta vez foi só cebola mas você pode acrescentar cenoura, pimentão, repolho… deixando o prato mais completo e nutritivo! Mesmo fria eh gostosa, ideal para se levar no obento (marmita) da fabrica!
Este prato é rápido e gostoso! O volume pode impressionar mas o tofu fica tão saboroso e leve que a gente não pára de colocar mais uma colherada no prato!