A Cidinha é apaixonada por comida japonesa mas gostaria de saber preparar as coisas mais básicas desta culinária. Para mim, uma das principais bases é o famoso arroz branco cozido sem nenhum tempero que, apesar de sua simplicidade, tem alguns truquinhos para deixá-lo na textura certa.
Primeiro você precisa escolher um arroz próprio. Na embalagem vem especificado arroz japonês. Ele é bem mais caro que o agulhinha, já tentei misturar meio a meio para render mais, maaaaaaaaasssssssss…. horrível!!! Não tente fazer isso! Até que quentinho, dá para tapear mas depois de frio, não tem jeito, fica duro e soltinho. Nem requentando no microondas ele volta a ficar macio. Se tiver sobras, só mesmo um yakimeshi ou chahan para aproveitar.
Já experimentei algumas marcas e atualmente o que tem saído da minha panela é da marca Momiji. Só preciso colocar um tiquinho a mais de água no cozimento.
Segundo, uma panela elétrica ajuda bastante para obter um arroz mais macio e saboroso, apesar de que antes de ir para o Japão, em casa o arroz era cozido na panela em cima do fogão mesmo. Porém lembro que precisava ficar sempre de olho, ir adicionando água conforme o cozimento… as vezes errava e aí ou ficava duro ou virava uma meleca mesmo! Ou senão esquecia e queimava! Afff, depois era só escutar o di-chan reclamar!!! rsss
Vendo programas de tv no Japão é que aprendi a lavar o arroz. Tem seus truques que fazem toda a diferença!
- nunca lave arroz com água quente (caso tenha água quente na sua torneira, uma tentação no inverno)
- lave o arroz duas vezes, sem esfregar, só jogando água na bacia e misturando um pouco.
- depois de drenar bem a água, aí sim, esfregue o arroz no fundo da bacia com a parte inferior da mão, como se estivesse sovando uma massa. Vá esfregando e mudando a posição para que todos os grãos sejam lavados.
- depois é só ir lavando novamente até que a água fique clara.
- antigamente o arroz precisava ser esfregado várias vezes por ser menos polido, mas hoje em dia isso não é mais necessário. Uma vez já basta.
- drene bem a água e deixe descansar cerca de 20 minutos.
- o arroz ficará branquinho e seco.
- despeje o arroz na panela e coloque a quantidade de água indicada na panela para a quantidade de arroz que usou. Na primeira vez que cozinho um arroz de marca diferente, coloco na medida certa e conforme o cozimento daí eu vejo se precisa de mais ou menos. No Japão, era mais frequente colocar de menos, mas aqui, por enquantio, tenho que colocar sempre um pouquinho a mais.
- antes lavava o arroz já direto na cumbuca da panela mas desconfio que isso prejudica o teflon, eu acho. Por via das dúvidas, lavo em outra vasilha e transfiro depois. E sempre dou uma checada para ver se o bumbum da cumbuca está seco. Se estiver molhado, passo um pano e depois ajusto na panela.
- deixe de molho por 1 hora e só então coloque para cozinhar.
É demorado, mas dá diferença no arroz cozido. Experimentem!
Confesso que tem vezes que esqueço de colocar para cozinhar e para acelerar queimo as etapas de deixar secar e de ficar de molho e percebo que fica diferente.
- logo depois que a panela acusar o fim do cozimento, dê uma mexida no arroz, revolvendo tudo desde o fundo.
Tampe e deixe uns 5 ou 10 minutos antes de servir. Vai estar no ponto!
- depois de todos servidos, eu costumo já tirar o arroz que sobrou para outra vasilha, cubro com filme deixando folga para o vapor sair até esfriar. Deixo na geladeira ou congelador e esquento no microondas depois. Se deixar na panela ligada, o arroz vai ressecando e amarelando. Fica feio e pouco apetitoso.
Este e o meu método de cozinhar arroz. No meu outro blog, Na cozinha da dekassegui, quando o postei até recebi agradecimento de uma brasileira casada com japonês! Espero que seja útil como foi para mim quando aprendi!
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Este é mais um prato que conheci só la no Japão. Consiste em pedaços de tofu fritos com katakurikô (fécula de batata), deixando uma casquinha super crocante, servido com dashi (caldo de peixe), nabo e gengibre ralado e cebolinha picada.
Não tem medidas exatas, varia conforme a quantidade a ser feita.
Adoro inhame, mas não tenho muita sorte quando vou comprar no mercado. Acabo tendo que jogar metade fora pois já estão quase estragados! Desta vez fui premiada com inhames bons. Consegui aproveitar todos! Viva!
Assim como coxinha é um salgadinho que não pode faltar em nenhum boteco, o nikuman está presente em todas as lojas de conveniência do Japao. É difícil você entrar numa e ficar indiferente a estes pães branquinhos, super fofinhos e recheados com carne e legumes variados. Por esta descrição, pode lembrar esfiha mas são cozidos no vapor e seu tempero é completamente diferente. Usam-se vários molhos e pastas chinesas, mas creio que podem ser facilmente adquiridos em qualquer lojinha de produtos orientais, já que eles são a base de quase todos os pratos chineses.
Esta é uma das sopas mais populares no Japao. Consta no menu de quase todos os restaurantes, comércio de obentôs, lojas de conveniências, mercados e, claro, preparado com muito carinhos pelas mães.
Existem várias cadeias de restaurantes no Japao dedicadas somente para este prato onde você faz refeições baratas e rápidas. Vez ou outra acompanhava meu marido a um desses restaurantes. É bom, mas confesso que não é um dos meus pratos favoritos. Já meu marido adora! Nos ultimos tempos ele ja não frequentava tanto, mas no antigo emprego, costumava ir todas as sextas com os amigos lá depois do serviço.